quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

vc repórter: apreensão da PF não diminui frequência na feira do Masp - LÍBANO CALIL

vc repórter: apreensão da PF não diminui frequência na feira do Masp

No vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, existe há 33 anos uma feira de antiguidades, que se tornou um reduto comercial e de cultura da capital. Um recente episódio de apreensão de fósseis brasileiros comercializados ilegalmente por lá no início do mês passado, contudo, ameaçou a reputação do local. Os organizadores e frequentadores afirmam que tudo voltou ao normal.

De acordo com Associação de Antiquários do Estado de São Paulo (AAESP), responsável pela organização, a frequência da feirinha continua boa. Aos domingos, das 10h às 17h, mais de 5 mil pessoas passam por lá. Turistas, colecionadores, aficionados por arte, antiquários e demais interessados encontram 100 expositores fixos e 20 rotativos, oferecendo obras de arte, bijuterias, objetos colecionáveis, sapatos, artigos militares, dentre outros.
Sobre o episódio da apreensão dos fósseis pela Polícia Federal no último dia 8, a associação se defende afirmando se tratar de uma "ocorrência pontual", que não expressa a política da associação ou da Feira e que a punição ao expositor cabe à Justiça.
À ocasião, homens da PF encontraram objetos, como mãos de pilão, lâmina polida, pontas de projéteis (flecha ou lança) e uma tanga marajoara de cerâmica expostos à venda. Materiais arqueológicos e fósseis brasileiros são produtos da União e não podem ser vendidos, sob pena de detenção de 1 a 5 anos.
A fundação da feirinha foi incentivada pelo professor Pietro Maria Bardi, então presidente do Masp, que entendia "haver uma lacuna no cenário cultural da cidade", conforme explica a cúpula da AAESP.

O internauta Líbano Calil, de São Paulo (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra.